Julio Fuentes, presidente da CLATE, participou nesta segunda-feira de uma audiência pública no Congresso argentino contra a Reforma Trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei. Matías Cremonte, presidente da ALAL, também estava presente.
Brasília, 11 de Fevereiro de 2026.

A atividade ocorreu no dia 9 de fevereiro no Anexo A da Câmara dos Deputados e contou com a presença de legisladores, sindicalistas e advogados trabalhistas do Brasil, Alemanha, França, Espanha, Chile, Equador, Colômbia, Turquia, Paraguai e Argentina.

A audiência foi coordenada por Myriam Bregman, deputada nacional, e Matías Cremonte, presidente da Associação Latino-Americana de Advogados do Trabalho (ALAL).

“Este projeto de lei busca enfraquecer o movimento sindical argentino. Devemos ser muito firmes em rejeitar esta reforma, que não será boa para ninguém. Não será boa para os trabalhadores formais, nem para os que atuam no setor informal, nem para as pequenas e médias empresas”, declarou Fuentes em seu discurso.
“Eles estão vindo atrás do nosso sistema de previdência social e dos planos de saúde administrados por sindicatos , que são o sistema de autogestão mais importante do continente. Hoje, 23 milhões de argentinos têm cobertura de saúde por meio desses planos. Para eles, isso é um negócio enorme, e eles estão vindo para enfraquecer o movimento sindical a fim de se apropriar desses direitos que nos custaram anos de trabalho e esforço”, alertou o líder sindical.
Entre os legisladores presentes também estavam os deputados Nicolás del Caño, Romina del Plá, Christian Castillo, Sergio Palazzo e Mario Manrique.
Entre os advogados trabalhistas que participaram estavam: Roberto Pompa, presidente da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho; Carmen Espinoza, presidente da Associação Chilena de Advogados do Trabalho; Angie Toapanta, coordenadora geral da Associação de Advogados do Trabalho do Equador; Alessandra Camarano, vice-presidente da ALAL e advogada trabalhista brasileira; Carlos Ballesteros, presidente da Associação Colombiana de Advogados do Trabalho; Jorge Luiz Souto Maior, juiz do trabalho brasileiro e professor de direito do trabalho da Universidade de São Paulo; entre outros.
Entre os representantes do mundo sindical estavam: María Soledad Calle, vice-presidente da IndustriALL; Raúl Godoy, ex-líder da Zanon e deputado provincial de Neuquén (MC); Pablo Muñoz, líder sindical de Altonorte de Antofagasta (Chile); Claudinor Brandão, líder da Sintuspi (Brasil); Leandro Manfredi, do sindicato dos petroleiros do Brasil; Christian Porta, delegado da CGT Neuheuser (França).
Entre os que se conectaram de diferentes países estavam: Camille Lanté, advogada trabalhista e integrante do coletivo de ação jurídica na França; Vidal Aragonés, ex-deputado da CUP – Candidatura Unitària Popular no Parlamento da Catalunha; Wagner Fajardo, da CTB – Central dos Trabalhadores e Operários do Brasil; Luiz Carlos Prates, do Secretariado Nacional da CSP-Conlutas.
Também enviaram suas contribuições:
– Wulf Gallert, Presidente da Comissão Internacional de Die Linke, Alemanha. Membro do Parlamento da Saxônia-Anhalt.
– Maíra Machado, coordenadora da APEOESP – Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo – em Santo André
– Maicon Vasconsellos da Silva, Secretário de Relações Internacionais, Confederação Nacional dos Metalúrgicos do Brasil – CUT
– Ates Gurpinar, membro do parlamento pelo partido Die Linke no Bundestag alemão
– Dagnaldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo
– Christian Porta, Delegado da CGT Neuheuser
– Kemal Ozkan, Secretário-Geral Adjunto da IndustriALL Global Union, Turquia
– Jorge Rojas, Associação Paraguaia de Advogados Trabalhistas
– Gonzalo Fernández, pesquisador do Observatório de Multinacionais da América Latina (OMAL)
– Romane Bartoli, advogada trabalhista do Centro de Ação Judicial na França
Fonte: Confederação Latino-Americana e Caribenha de Trabalhadores Estatais – CLATE
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