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Ações do documento SEGURANÇA – Saiba evitar furtos de fim de ano

image_mini (27)As férias de verão costumam vir acompanhadas de aumento no índice de assaltos a residências. De acordo com a delegacia especializada, Ceilândia é a cidade mais visada. Precaução é o melhor remédio

A última muda de roupa escolhida, mala fechada, tudo pronto para sair de casa. Por todo o Distrito Federal, famílias, estudantes e trabalhadores se preparam para
viajar e comemorar as festas de fim de ano com parentes, amigos ou conhecidos.

Mas, enquanto terminam os preparativos para partida, pessoas estranhas observam
a movimentação e elaboram planos nada amistosos. Indivíduos que esperam o primeiro sinal de que os lares encontram-se vazios para agir. E deixam para
trás uma surpresa desagradável para os moradores: casas reviradas e bens pessoais ou de valor desaparecidos.

Os furtos a residências tendem a aumentar durante os feriados de Natal e ano-novo. A Delegacia de Repressão a Furtos mantém um ranking das cidades mais
visadas pelos ladrões. Ceilândia aparece em primeiro lugar, seguida por Taguatinga e Samambaia. Brasília está em 10º lugar. Mas o ranking não reflete a realidade, pois depende das ocorrências registradas. “E nem todo mundo procura a polícia ao descobrir a casa furtada, o que produz cifras negras nas estatísticas, que são os pontos onde não sabemos que ocorrem furtos”, explicou o delegado-adjunto da
DRF, Marco Antônio de Souza Silva.

Ele defende o registro das ocorrências para que os policiais descubram os locais mais vulneráveis. Em Brasília, os pontos mais visados pelos bandidos são o
Lago Norte e o Lago Sul, sendo que a primeira região administrativa apresenta um número maior de ocorrências do que a segunda. As estatísticas também mostram índices altos de furto nas asas Sul e Norte, especialmente nas quadras 200 e
400. Os alvos dos criminosos não se restringem a casas e apartamentos.

Itens deixados no interior de veículos, desde aparelhos de som e mochilas a bolsas
e casacos fazem parte dos objetos que costumam ser furtados nessa época do ano.
Para não se tornar mais uma vítima, alguns cuidados são necessários. A DRF preparou uma cartilha com dicas sobre como evitar furtos a residências (veja
arte). “As pessoas precisam entender que o bandido é observador.

Ele fica de olho no que os outros fazem, à espera de uma oportunidade. Só vai agir quando todas as evidências apontarem que não há ninguém em casa. Se ele ficar na dúvida, a possibilidadede escolher outro alvo é grande”, argumentou o delegado
Marco Antônio. O fato de o criminoso preferir não entrar em contato direto com a vítima não significa que ele deixa de ser perigoso. “Aconselhamos a todos que se depararem com um ladrão dentro de casa ou de um veículo que não reajam e procurem a polícia o quanto antes”, alertou o delegado.

Ele explicou que bandidos desse tipo, na maioria dos casos, não carregam armas. Mas que isso não é uma regra e existe uma pequena parcela que não só anda armada como possui um comportamento agressivo. “São pessoas que, se sentirem ameaçadas, podem transformar uma tentativa de furto em latrocínio (roubo seguido de morte)”, acrescentou.

Vizinhos ligados
A professora Regina Maria Bonadio Cunha, 56 anos, mora no Lago Norte há 18 anos e não deixa de ficar preocupada toda vez que a família viaja. Apesar de a residência onde mora nunca ter sido furtada, o mesmo não pode ser dito dos outros imóveis da rua. “Tem uma casa que foi assaltada três vezes nos últimos anos e tiveram que colocar uma cerca elétrica para evitar novas experiências desagradáveis.” Para se precaver da ação de bandidos, Regina toma precauções. Ela equipou a casa com
alarme, sistema de vigilância e cão de guarda. Além disso, pediu para um sobrinho tomar conta da residência durante o ano-novo, já que vai viajar. E ainda conversou
com vizinhos para entrarem em contato em caso de qualquer anormalidade.

“Estamos sempre em contato uns com os outros. Uma vez, minha filha saiu de casa e esqueceu a porta aberta. Meus vizinhos viram e se revezaram na frente de casa até chegar alguém.” Atitude semelhante adotam os moradores da rua da analista de comércio exterior Thaís Mendonça, 25 anos, no Guará. “Sempre que alguém viaja, os vizinhos avisam para ficar de olho. Mas acho que aqui não corremos tanto
perigo, mesmo porque algumas casas têm câmeras de vigilância e a rua é fechada”, afirmou.

Ela pretende viajar para visitar parentes no interior de São Paulo no ano-novo e acredita que a casa ficará segura sob a responsabilidade da doméstica, que trabalha para a sua família há mais de 10 anos.

CARRO EXIGE CUIDADOS
Furtos no interior de veículos também são comuns no fim de ano. Qualquer
objeto atrai a cobiça dos criminosos, seja bolsa,mala ou casaco.Eles aproveitam
eventos movimentados para arrombar veículos e levar o que encontrarem.Do mesmo modo que os ladrões de casas, eles são observadores e procuram por vítimas fáceis. Para evitá-los, a polícia recomenda nunca deixar nada de valor no interior do veículo e não colocar nada no porta-malas ao estacionar.Também é
recomendado não deixar chaves de outros veículos no interior do carro,
principalmente em festas.

Correio Braziliense
21/12/2008
Pablo Rebello
Arte: Leonardo Muniz/CB

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