Associação Nacional dos Agentes de Segurança Institucional do MPU e CNMP

AGENTES BUSCAM DE FORMA LOCAL SOLUÇÕES DE CAPACITAÇÃO

Agentes de Segurança Institucional (ASIs) do Rio de Janeiro buscam apoio na instituição e em outros órgãos para capacitação dos profissionais na área de segurança. Abaixo matéria da Assessoria de Comunicação da PR/RJ:

Em portaria publicada em 12 de fevereiro deste ano, o procurador-chefe da PR/RJ Rafael Barretto designou um grupo de servidores da instituição a constituírem uma comissão para organizar, definir e viabilizar convênios de cursos de formação e reciclagem para os Agentes de Segurança e Transporte da PR/RJ e respectivas PRMs. É objetivo da comissão buscar parcerias junto aos órgãos públicos e instituições com potencial de administrar esses cursos, visando a capacitação de todos os profissionais da área.

Para entender um pouco mais sobre a comissão, a Assessoria de Comunicação Social (Ascom) da PR/RJ conversou com o servidor Eduardo Lopes, agente de segurança e transporte da PRM em São Gonçalo, idealizador do movimento de organização e união dos agentes de segurança da PR/RJ em busca de formação e qualificação. Ele conta que a ideia surgiu informalmente no início de 2020, tendo sido bem aceita pelos colegas. A partir daí, com o aval do procurador-chefe da PR/RJ, a comissão foi criada formalmente com 7 membros, sendo o secretário estadual, Alvim Jr, o presidente, e o chefe da Divisão de Segurança e Transporte (Disot) da PR/RJ, Welby de Oliveira, o vice.

Sobre a missão do grupo, Eduardo explica: “Nosso objetivo é a capacitação dos agentes, pois foi verificado entre os mesmos a ausência de um treinamento básico para todos, principalmente para os servidores mais antigos. Então, deve ser feito o nivelamento de qualificação, para que todos tenham o treinamento e o conhecimento básico em suas atribuições, que englobam segurança predial e de dignitários, escolta, registro de fotos e investigações, demandas de inteligência e elaboração de relatórios”.

Os membros da comissão, exceto o presidente e o vice-presidente, são os que possuem a função de realizar levantamento de dados quanto aos cursos necessários e o número de participantes, assim como visita aos órgãos capazes de fornecê-los e a entrega desses dados às mãos do presidente do comissão. O último passo é a análise da possibilidade de contratação dos cursos, para os casos dos cursos não gratuitos, e a realização de convênios ou outros acordos, para os demais cursos oferecidos gratuitamente por outros órgãos que sejam de interesse.

Eduardo explica também a importância da capacitação dos agentes e os principais cursos que eles querem realizar: “Cursos de tiro, de comboio, de segurança e escolta de dignitários, de inteligência, investigação, fotografia e, até mesmo, de aprimoramento da língua portuguesa, para que possamos elaborar relatórios com mais qualidade. Todas essas funções são partes importantes da rotina. Existe também o Sistema de Diligência Externa, o SDE, um programa que será implementado ainda em 2021, que irá auxiliar no recebimento de intimações e identificação de informações de pessoas de interesse em uma determinada investigação.”

Parcerias – Eduardo explica que já foi feito contato com algumas instituições que possuem cursos de interesse do grupo, havendo um processo de formalização de parceria com algumas delas. Segundo ele, a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Escola de Formação da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP), a Guarda Municipal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil já concordaram com uma parceria.

“Além desses órgãos, há tratativas avançadas com outras instituições de interesse, e ainda restam alguns a serem visitados. Os cursos oferecidos já encaminhados vão preparar bem os agentes de segurança e transporte, nos qualificando para o trabalho nas ruas, tendo como foco principal as áreas de inteligência e investigação, além do SDE”, complementa Eduardo.

O trabalho da comissão também impactará para o enriquecimento da carreira desses profissionais, que ocupam um cargo exposto a riscos: “A expertise das instituições parceiras irá agregar bastante com o trabalho exercido no MPF. Os agentes irão se tornar especialistas em várias áreas, nivelando o conhecimento e enriquecendo as carreiras desses profissionais. Essa é uma profissão com riscos, lidamos com ameaças pessoais, por isso é essencial uma boa capacitação e estrutura, para que possamos realizar o trabalho de modo seguro e mais eficiente.”, complementa o servidor.

Parabéns ao agente Eduardo Lopes e demais envolvidos pelo esforço em nivelar a capacitação e treinamento aos ASIs do Rio de Janeiro.

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